
Foi realizado no último sábado (21), o Dia "D" da Campanha de Vacinação Contra Raiva Animal (Antirrábica). A vacina foi oferecida em pontos estratégicos PSF 1(Centro) e PSF 2 (Santo Antônio), das 07h às 17h, e a Secretaria de Estado da Saúde (SES), estima que 522.373 cães e, 191.911 gatos com pelo menos três meses de vida devem ser vacinados.
O Coordenador da Atenção Básica, Fernando Régis, disponibilizou as parciais do Dia "D" da Campanha no município de Junco do Seridó. Foram vacinados 237 cães e 210 gatos, com um total parcial de 447 animais vacinados. Lembrando que, a média de porcentagem é somente em cães, por ser mais afetados pela doença, a porcentagem parcial é de 25,96% até o momento.
A secretaria municipal de saúde garante que a vacina não tem contraindicação, e está sendo aplicada pelo segundo ano consecutivo com agulhas e seringas descartáveis. Depois do Dia "D", as vacinas continuam sendo oferecidas durante 30 dias em nosso município, onde será realizada também na zona rural. O prefeito Kleber Medeiros esteve visitando todos os pontos de vacinação e acompanhou também o trabalho das equipes.
As orientações do Coordenador da Atenção Básica, Fernando Régis, é que os proprietários de cães e gatos, observem os sintomas da raiva em seu animal. Segundo ele, os animais raivosos costumam procurar lugares escuros, ficam sem comer e sem beber, e se tornam agressivos, além de salivarem de forma abundante. Depois de cerca de dez dias do início dos sintomas, o animal entra em coma e morre. Por conta deste prazo, ele recomenda que a secretaria municipal de saúde seja comunicada imediatamente sobre a suspeita de um animal raivoso. "Ao serem identificados os sintomas clínicos, o animal deve ser isolado com urgência”, alerta.
Em seres humanos, os sintomas incluem transtornos comportamentais e neurológicos, irritabilidade e irritação no local da agressão. Tanto em animais quanto em seres humanos, a doença é letal em 100% dos casos.
SAIBA MAIS SOBRE A RAIVA.
A raiva é uma doença infecciosa aguda, trasmitida por vírus ao homem através de mordedura, arranhadura, lambedura de mucosas ou pele lesionada por animais raivosos. A doença afeta o sistema nervoso central, levando à morte em pouco tempo e a única forma de evitar é a vacinação dos animais.
Os dois últimos casos de raiva humana registrados na Paraíba são de 1999, sendo um em Queimadas e outro em João Pessoa. Enquanto os últimos dois casos em animais são de 2016, registrados em Pedro Régis e Pilões.
Ascom/PMJS